“Amarga Navidad”: Fetiche anti-mundano

No seu melhor e mais lúcido livro, Poética dos Autores, Jean-Claude Biette estabelece dois paradigmas de culto e de cultura cinematográfica: há os cineastas que nos levam a contemplar o mundo, a colocar o mundo como sujeito de jouissance, implicando-nos nele; e há os que substituem o espetáculo ao mundo, ersatz de seu imaginário predatório: respectivamente, Rosselini e Hitchcock, por…

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A cena inicial de O Sangue, na lógica da quitação de dívida, lembra a sequência de Mouchette (Amor e Morte, 1967) em…

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